Moinho.

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June 29th, 2012
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Uma Espanha em crise. Porém,  sem perder jamais sua pompa, como boa cidade européia que é. Ao longo de anos e anos pequenos fidalgos deitaram e rolaram com suas aplicações e especulações nas bolsas do mundo. O número de zeros, à direita, só aumentava. Enquanto isso, os verdadeiros cavaleiros andantes, os Sancho Panças, devagar e sempre, montados em seus burricos, limpavam privadas, ruas e banheiros e carregavam o país nas costas. E agora, quando a história se repete como tragédia, os fidalgos lutam contra o gigante moinho: a crise financeira que assola a Europa.

Enquanto isso, sob o sol de 40 graus em Madri, a bolsa de valores derrete da mesma forma como despencam suas ações e títulos. Por fora, porém, o clima é de tranqüilidade. O comércio fecha das 14h às 17h, é a hora da siesta. As estátuas do Dom Quixote e seu fiel escudeiro estão lustrosas na Plaza de España. E os jardins do Parque Del Retiro, onde deita o anjo caído, brilham com suas gramas verdes e plantas bem cuidadas.

Por fora bela viola, por dentro, pão bolorento. Um país que já foi muito rico, tem suas bases ainda assentadas em características colonialistas. Vão ter que descer do cavalo e subir no burrico, acabar com a hora da siesta e aprender a trabalhar. Se não, até mesmo a bela estátua da Plaza Cibeles poderá cair e o belo Museo La Reina Sofia se transformar em ruínas.

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